Mãe | Paula Lauffer

Categoria: Vivendo com FC - Postador por: Instituto Unidos pela Vida - Data: 20 de abril de 2012

“Sou mãe do Thomás, de 12 anos, meu único filho.

Recebemos o diagnóstico da Fibrose Cística em 2010, mas nossa história em médicos é longa! Ele nasceu enorme, 4.200kg, 53 cm, uma pele linda… Mas quando completou um mês, apresentou uma alergia no rosto e não tive resultado com o tratamento… Troquei de médico, fomos a outra pediatra e ela nos explicou que se tratava de uma alergia respiratória. A partir daí, cortamos tudo o que tinha “cheirinho”: sabonetes, amaciantes, etc.

Passamos a ter o máximo de cuidado, mas, mesmo assim, o rostinho dele ficava muito mais irritado no calor. Com o tempo foi acalmando… Nessa época ele já tinha falta de ar e quando ele tinha 6 meses de idade resolvemos trocar de pediatra novamente, pois não estávamos conseguindo resultado com este tratamento. Ele estava crescendo, mas sempre com dificuldades para respirar, com asma, renite, sinusite…

Resolvi então levá-lo à uma pneumo-pediatra, que começou a fazer um tratamento para a asma e alergia. Nesse meio tempo ele teve 2 pneumonias e complicações no pulmão e, mesmo eu não estando satisfeita, continuamos com o tratamento.

Procurei outra pneumologista de criança, que, enfim, solicitou o teste do suor. Antes de qualquer tratamento, eu já tinha ouvido falar no “beijo salgado”, mas, como quase todo mundo, nunca me interessei pelo assunto e achava que o suor excessivo do meu filho era natural.

Fizemos então o primeiro teste, e deu alterado. Ela solicitou o segundo, e também deu alterado…

Foi então que comecei a ler a respeito, e meu chão caiu, pois como mãe não admitia que depois de tanta luta para conseguir um tratamento para o meu filho com resultado, não tive… Como que deixei tanto tempo ele sem tratamento adequado?

Mas graças a Deus hoje consigo ver de forma bem diferente… Digo todos os dias que hoje é mais um dia de luta, de fibra, e tudo é natural: as enzimas, os medicamentos… Ele não gosta de fazer as nebulizações, é uma briga ate hoje! Mas ele leva uma vida tranquila, fazemos parte do grupo verde, ele adora jogar bola, correr, e agora esta com uma moto de trilha! Eu nunca vou impedi-lo de fazer o que gosta, e vou sempre estar ao seu lado, incentivando o esporte, viver, e lutar por tudo que ele quer.

Acredito muito na Medicina, acho que teremos bons resultados daqui para frente! Acredito na evolução e na pesquisa de novos tratamento e enfim, na cura!

Acredito muito em Deus, que Ele sabe o que faz, e que sou uma pessoa de muita fibra, e que tudo que tenho é meu filho, sou forte o suficiente pra lutar a cada dia.

Ser Mãe é assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional. Ser mãe é encarnar a divindade na terra!”

Depoimento enviado para a equipe do Instituto Unidos pela Vida por e-mail por Paula Lauffer.
Este relato tem cunho informativo. Não pretende, em momento algum, substituir ou inferir em quaisquer condutas médicas. Em caso de dúvidas, consulte sua equipe multidisciplinar.

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