Desafios de ser adulto com Fibrose Cística

Categoria: Coluna Científica - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 13 de agosto de 2018

Até pouco tempo atrás, a Fibrose Cística (FC) era conhecida como uma doença da “infância”: pouco sabia-se sobre e haviam poucos tratamentos disponíveis. Porém, graças à evolução da medicina, das terapias complementares e da melhoria do tratamento como um todo, agora as pessoas com FC estão alcançando a fase adulta, estudando, trabalhando e estabelecendo famílias, com qualidade de vida melhor do que anos atrás 1. Com essa nova transição surgem também novos desafios, completamente diferentes daqueles enfrentados nos faixas etárias anteriores – infância e adolescência.

Equilibrar de maneira saudável as exigências da vida diária – trabalho, família, vida social – com a manutenção de uma doença crônica, como a FC, pode ser um desafio. É comum que o adulto depare-se com uma ampla variedade de experiências sociais e emocionais diferentes das pessoas sem a doença, como, por exemplo, falta de independência e vergonha dos sintomas, o que pode impactar nos seus relacionamentos 2.

Dentre as principais experiências e questões que pessoas com FC podem passar nessa etapa de vida estão 2, 3, 4, 5:

Para conciliar a vida adulta com a FC da melhor maneira, listamos as seguintes sugestões:

A experiência de crescer e desenvolver-se com FC é única para cada um, assim como a forma de adaptar-se e lidar com a doença na vida adulta 6. Apesar dos novos desafios dessa etapa, com muita dedicação, apoio e vontade é possível realizar seus sonhos e desejos e viver com qualidade.

E, lembre-se sempre do que falamos por aqui: A Fibrose Cística é parte do que somos e não o limite do que podemos ser!

 

Por Julianna Rodrigues Beltrão, acadêmica do 8º período de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná; secretária da LAHCS – Liga Acadêmica de Humanização do Cuidado em Saúde; estagiária de Psicologia do Unidos pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística.

Revisão: Verônica Stasiak Bednarczuk de Oliveira, psicóloga – CRP 08/16.156, especialista em análise do comportamento, fundadora e diretora geral do Unidos pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística, diagnosticada com FC aos 23 anos de idade.

Referências:

1  LIMA, A.; et al. Fibrose cística em adultos: aspectos clínicos, funcionais e tomográficos. Revista Pulmão RJ, v. 13, n. 2, abr-mai-jun, 2004.

2 SANTOS, L. As Representações Sociais da Fibrose Cística em Pacientes Adultos. Revista do Hospital Universitário Pedro Ernesto, UERJ, v. 10, n.4, p. 149-153, 2011.

3 CYSTIC FIBROSIS FOUNDATION. Adult Guide to CF.

4 BREDEMEIER, J.; CARVALHO, C.; GOMES, W. A experiência de crescer com fibrose cística. Psico, Porto Alegre, v. 42, n. 3, p. 319-327, jul./set., 2011.

5  PFEFFER, P.; PFEFFER, J.; HODSON, M. The psychosocial and psychiatric side of cystic fibrosis in adolescents and adults. Journal of Cystic Fibrosis, v. 2, p. 61-68, 2003.

6 BUSH, A. Cystic Fibrosis: cause, course and treatment. In: BLUEBOND-LANGNER, M.; LASK, B.; ANGST, D. Psychological aspects of cystic fibrosis. London: Arnold, 2001.

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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