13 de abril – Dia do Beijo

Categoria: Notícias - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 09 de abril de 2019

Você sabia que o seu beijo pode salvar uma vida? Um simples beijo, seja ele de amor, de amigo ou de família, pode ajudar a identificar a Fibrose Cística. Isso porque essa patologia, também conhecida como a Doença do Beijo Salgado, faz com que seus portadores tenham o suor mais salgado que o normal.

Por isso, caso você beije a pele do seu amigo, familiar ou namorado e sinta um sabor mais salgado que o normal, procure um médico imediatamente, pois esse sintoma pode indicar que essa pessoa tem Fibrose Cística.

Por que o suor é mais salgado?

As pessoas com Fibrose Cística têm mais sal no suor do que quem não tem a doença. Isso acontece porque as glândulas sudoríparas, responsáveis pela produção do suor, são consideradas glândulas exócrinas e possuem células com um grande número de canais CFTR.

Quando esses canais não existem, estão em menor número ou não funcionam corretamente, por causa da mutação genética da doença, o suor fica com maior concentração de sal do que o normal. Isso ocorre porque além de água, o suor retira do nosso sangue outras substâncias, como os eletrólitos – cloro (Cl–) e sódio (Na+) – que quando juntos formam o sal (NaCl).

A glândula sudorípara é dividida em duas partes: a glândula propriamente dita, que parece um novelo, e o ducto, canal comprido por onde o suor é transportado da glândula até a superfície da pele. O ducto tem a função de reabsorver o Cl– e o Na+ do suor. Quando os canais CFTR do ducto estão afetados pela Fibrose Cística, o cloro não é reabsorvido e, consequentemente, o sódio também não. Assim, o suor acaba chegando na pele com uma alta concentração de sal.

Quais os outros sintomas da Fibrose Cística?

Além do suor mais salgado que o normal, as pessoas com Fibrose Cística também apresentam outros sintomas, como diarreia, tosse crônica, pneumonia de repetição, pólipos nasais e dificuldade em ganhar peso e estatura.

Como é feito o diagnóstico?

O Teste do Pezinho atua na triagem da doença. Se o resultado apresenta alteração, uma nova coleta é necessária e persistindo a alteração, são solicitados outros exames, como o Teste do Suor, para confirmar ou descartar o diagnóstico.

O Teste do Suor é simples, indolor, não invasivo e fundamental para o diagnóstico precoce e seguro da doença. Ele é feito por meio do estímulo do suor da pessoa examinada e uma análise de condutividade. Esse exame também pode ser feito a qualquer tempo da vida para confirmar ou descartar a suspeita da doença.

Os testes genéticos também atuam contribuindo para o  diagnóstico da Fibrose Cística. Quando realizados de maneira completa, eles atuam na detecção de duas mutações patogênicas e são totalmente conclusivos. Já foram descritas mais de 2000 mutações diferentes no gene CFTR.

E o tratamento?

O tratamento para a Fibrose Cística, na maioria dos casos, demanda muito tempo do dia a dia das pessoas com a doença e, em algumas situações, dos seus familiares também. Os procedimentos realizados variam de pessoa para pessoa mas, no geral, o tratamento da doença é feito por meio do uso de medicamentos, enzimas, suplementos vitamínicos, inalação, fisioterapia respiratória, prática regular de atividades físicas e dieta hipercalórica. A adesão ao tratamento é essencial para contribuir com a qualidade de vida.

A frase “Um beijo pode salvar vidas” é verdadeira pois, no caso da Fibrose Cística, contribui com o diagnóstico precoce da doença, impactando na sua evolução e na qualidade de vida da pessoa diagnosticada. Então, beije muito quem você ama e se sentir um sabor mais salgado que o normal, procure ajuda médica.

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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