Volta às aulas com FC: divulgação na escola e o caminho para a faculdade

Categoria: Notícias - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 15 de março de 2019

A série “Volta às aulas com FC” ficou incrível! Trouxemos dicas para pais e professores de alunos com Fibrose Cística com o objetivo de ajudar a tornar o retorno ao período escolar o melhor possível para todos os envolvidos. Além disso, tiramos dúvidas enviadas pelos pais em nossas mídias sociais e disponibilizamos um material exclusivo para que os responsáveis entreguem à equipe escolar já no início das aulas.

Agora, para fechar nossa série especial com chave de ouro, trouxemos relatos de pessoas com Fibrose Cística que passaram por todo o ciclo  escolar e agora começaram a frequentar a faculdade e também de uma mamãe de fibra que colocou nossas dicas em prática e levou informações e conteúdos para os professores e colegas do seu filho com a doença.

Divulgação da Fibrose Cística como empoderamento

A Érica Souto tem 42 anos e é a mamãe de fibra do Pedro, de 10 anos, diagnosticado com Fibrose Cística em junho de 2018 na Faculdade de Medicina de Santo André (FMABC). Os dois participaram do Setembro Roxo, campanha nacional realizada pelo Unidos pela Vida para divulgar e conscientizar pessoas de todo o Brasil sobre a doença.

Mesmo tão pouco tempo após receber o diagnóstico, Érica sentiu que precisava se esforçar e levar informações sobre a doença para muito além do que apenas o seu círculo familiar. Por isso, organizou uma ação de divulgação na escola do Pedro. Eles estudaram o assunto com a ajuda de conteúdos produzidos e enviados pelo Instituto e explicaram sobre a campanha e a doença para os colegas e pais que passaram pela atividade.

“Foi um evento grandioso, foi libertador. Era como se, naquele momento, eu falasse ao mundo ‘Eu não sou uma mãe relapsa’. Era como se o Pedro justificasse ‘Eu não sou pequeno e franzino porque eu quero’. Para cada pessoa que íamos apresentando a Fibrose Cística, ficávamos mais empoderados. Os amigos do Pedro foram muito atenciosos e interessados,inclusive trouxeram os pais e parentes para se informarem. Eu interpreto a atual alegria do Pedro como resultado de uma inclusão social, mas não como alguém doente, apenas como uma pessoa com suas peculiaridades, como qualquer um de nós”, disse Érica.

E se você se inspirou com o relato da Érica e também quer divulgar a Fibrose Cística na escola, entre em contato conosco pelo WhatsApp (41) 99636-9493 ou pelo e-mail contato@unidospelavida.org.br. Assim, podemos entender sua necessidade, o tipo de atividade  que quer realizar e enviar os materiais necessários para ajudar na ação.

Faculdade e Fibrose Cística

Muitos familiares e pessoas com Fibrose Cística têm um pouco de receio quando o assunto é faculdade. As preocupações relacionadas a esse assunto giram em torno de diversos aspectos, como aceitação e dificuldade para realizar o tratamento.

Porém, temos alguns exemplos que podem inspirar e mostrar que a faculdade pode sim ser uma realidade em sua vida ou na vida do seu familiar ou amigo com Fibrose Cística. Lembrando que o acompanhamento profissional neste processo é fundamental. Por isso, antes de tomar uma decisão grande como entrar na faculdade, converse com sua equipe multidisciplinar de saúde  e peça orientações para que essa fase da sua vida seja a melhor possível.

O destaque de hoje vai para a Jhennyfer Whnny Paiva. Ela tem 18 anos e foi diagnosticada com Fibrose Cística aos 4 anos de idade por meio do Teste do Suor. Em 2018 ingressou na faculdade e estuda fisioterapia, uma das suas grandes paixões.

“Fazer fisioterapia sempre foi um dos meus sonhos e nunca senti receio ou dificuldades sobre isso.  Fico muito feliz por conseguir realizar esse sonho e estar na faculdade. Com a fisioterapia, meu sonho é me formar e, futuramente, ajudar outras pessoas exercendo minha profissão. O que mais me motiva é alcançar minha independência. Eu vou ter uma profissão, a carga horária exigida não será tão pesada e eu conseguirei me sustentar sem atrapalhar meu tratamento para a Fibrose Cística”, contou Jhennyfer.

A Andressa Suellen Batistão, de 27 anos, também decidiu seguir com os estudos e é um exemplo para todos nós. Ela é casada, mora em Praia Grande (SP) e foi diagnosticada com Fibrose Cística quando tinha 8 anos de idade. Recentemente, ela começou a estudar Educação Física em um curso de Educação à Distância (EAD).

“Desde que eu me conheço por gente sempre tive vontade de fazer Enfermagem, porque vivia muito em hospital, acompanhava de perto o trabalho da equipe de enfermagem, e acabei me apaixonando pela profissão. Mas quando eu entrei na fila para o transplante pulmonar, não consegui estudar nem de forma presencial e nem à distância porque precisava focar muito no tratamento e não tinha condições de me dedicar aos estudos. E depois do transplante eu fui proibida de ter contato com hospital por conta dos riscos de contaminação e, com isso, desisti dessa possibilidade. Com o passar do tempo, comecei a frequentar a academia, treinar e a me interessar pela Educação Física. Por isso, escolhi fazer um curso EAD nessa área. Comecei agora, no início de março de 2019 e estou muito feliz por estar realizando esse sonho de fazer uma faculdade”, contou Andressa.

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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