Estudante americano se mantém ativo durante a batalha contra a Fibrose Cística

Categoria: Equipe de Fibra - Postador por: Instituto Unidos pela Vida - Data: 29 de outubro de 2014

Nick LangeNicki Lang, estudante da Universidade Kentucky, em Ohio nos Estados Unidos, tem apenas 19 anos e já faz parte da primeira divisão de atletas estudantes do NCAA, uma associação de esportes destinada a alunos de escolas e universidades. No entanto, Nicki não é simplesmente apenas mais um integrante no time de tênis. Ele também é o primeiro atleta a estar na equipe tendo o diagnóstico de Fibrose Cística. 

Devido ao fato de que muitos desconhecem a doença, Nicki comenta que é muito comum ter que explicar do que se trata. “Tem sido uma boa forma de dividir informações para que todos possam conhecer sobre o que é Fibrose Cística”, ele disse. “Se dizem que já sabem do que se trata, eu fico realmente surpreso, pois isso não é comum”.

Nicki esclarece para as pessoas, em termos mais fáceis de compreensão, que a Fibrose Cística é uma doença genética de alto risco que primeiramente afeta os pulmões e o sistema digestivo. Explica que há também uma estimativa de que 30 mil crianças e adultos sejam portadores dos genes da doença nos Estados Unidos. “Eu gostaria que este fosse um assunto melhor conhecido”, ele comenta. “Geralmente não se chega a viver até uma idade muito avançada”.

Nicki e seus pais, Jim e Mary Kay Lang, conheceram a Fibrose Cística depois que sua irmã de 20 anos morreu no ano passado, devido a complicações da doença. Nicki e a irmã foram diagnosticados praticamente no mesmo período, quando ainda crianças. Ela tinha cinco anos e ele dois anos e meio. “É muito difícil, já que eu tenho as mesmas condições de saúde”, disse Nicki. “Desejo que eu nunca fique tão doente como ela ficou. Quero poder permanecer saudável por muito tempo”.

Muitas das perguntas sobre sua condição de saúde ocorrem quando as pessoas o veem tomando uma grande quantidade de remédios. Sempre que faz uma refeição, Nicki precisa também tomar as pílulas que fazem parte do tratamento. São de seis a nove cápsulas para serem ingeridas em cada lanche e mais nove no café da manhã, almoço e janta. Outras duas precisam ser ingeridas duas vezes ao dia, totalizando assim uma média de 35 a 40 cápsulas por dia.

Em meio a toda essa situação, o esporte sempre esteve presente, mantendo-o ativo e ajudando-o a minimizar os sintomas. Nicki já recebeu premiações acadêmicas de instituições de esportes, entre também outras conquistas. “14 a 15 horas de tênis por semana trazem mais benefícios do que simplesmente o jogo em si”, comenta Nicki. “O médico disse que essa prática me ajuda a permanecer ativo. Eu realmente não fico pensando muito na doença. Eu simplesmente tento agir como um garoto normal.”

Uma grande quantidade de pessoas se mostram interessadas por ouvir a história de Nicki. Não apenas médicos e enfermeiros, mas também colegas de classe, amigos e professores, como Judith Ebbing, professora de Nicki do 6º ano, a qual comentou sentir-se inspirada por sua história e pela dedicação que ele demonstra na escola e também pelo esporte que ele ama. “Aqueles que conhecem o Nicki não veem a doença”, ela comenta. “Ao invés disso, eles veem um estudante com ótima integridade e um habilidoso atleta.”

No último fim de semana, Nicki e seus amigos se voluntariaram para ajudar no Run Like Hell, um evento de arrecadação anual para a Fundação de Fibrose Cística dos Estados Unidos (Cystic Fibrosis Foundation). Antes de sua irmã falecer, Nicki havia se dedicado a causa para arrecadar dinheiro para o seu transplante.

Ele também faz parte de um recente vídeo gravado pela fundação Boomer Esiason, o qual foi criado com o intuito de financiar pesquisas para encontrar a cura da doença, além de também oferecer suporte para Nicki e sua família. Durante a gravação, Nicki é confirmado como o único atleta da divisão NCAA a ter o diagnóstico de Fibrose Cística. “Meu pai me disse que eu deveria dizer isso durante a filmagem, já que a mulher que estava ajudando nas gravações não tinha encontrado mais ninguém, comenta Nicki.

“Ter esse título significa para mim ser um representante de não apenas o que pessoas com Fibrose Cística podem fazer, mas também do que elas devem fazer. As pessoas deveriam continuar ativas. A Fibrose Cística não te impede de nada”.

Texto original: Journal News

Traduzido pelo voluntário Leandro Martins.

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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