Namoro e Fibrose Cística: 3 dicas essenciais

Categoria: Notícias - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 03 de junho de 2019

A americana Chelsea Spruance que tem Fibrose Cística (FC) e está namorando há três anos, compartilhou suas 3 dicas essenciais para quando você deseja estar em um relacionamento amoroso tendo FC. Confira abaixo!

Por Chelsea Spruance

Viver com FC e compartilhar minha vida nas redes sociais, trouxe muitas perguntas para minha caixa de entrada ao longo dos anos. Mas há uma questão que sempre se destaca: como meu relacionamento lidou com a FC? Nick, meu namorado há três anos, e eu passamos por muitos testes e dificuldades nesse período, a FC foi apenas mais um deles. Desde nos conhecermos na Tailândia, termos um namoro a distância entre três fusos horários e outros sentimentos normais de uma relação, posso dizer que tem sido uma aventura.

Quando as pessoas perguntam como fazemos para nosso relacionamento funcionar, muitas esperam uma resposta incluindo alguma poção de amor de Harry Potter, fada madrinha ou gênio da lâmpada. Eu odeio desfazer a teoria sobre mágica, mas ela não envolve nenhuma dessas coisas. Eu acredito que existem três elementos não-mágicos que fazem meu relacionamento funcionar

Você precisa se amar antes de poder ser amado. Uma coisa que eu pensei muito antes de conhecer o Nick foi me preparar para estar disponível para receber amor. Eu percebi que não poderia ser amada da maneira que eu merecia se eu estivesse apenas procurando alguém para preencher algum vazio em mim. Muitas vezes eu me sentia indesejada, especialmente por causa da FC. Mas o que eu aprendi em meus 26 anos de vida é que todo mundo tem alguma coisa que tem medo de compartilhar e abrir para o companheiro. A minha coisa é a FC, mas para cada pessoa pode ser diferente. O “normal” não existe e, de uma maneira muito bonita, é isso que deixa mais fácil amar e se abrir para os outros.

Não se apaixone usando uma “máscara”. Na comunidade das doenças crônicas, é comum usarmos “máscaras” para o mundo que nem sempre refletem de forma verdadeira como nos sentimos por dentro, e eu não estou falando das máscaras que usamos pela contaminação. Eu sempre fui aquela pessoa do “estou bem”, e meu maior medo era o que minha doença causava nos outros. E eu sabia que para meu relacionamento funcionar, eu precisava parar de usar essa “máscara” e ser verdadeira. Quando você encontra uma pessoa para ter um relacionamento sério, você precisa ser honesto com suas falhas, inseguranças e medos para poder ter um ambiente para ambos crescerem.

Permita que seu parceiro desenvolva sua própria forma de se relacionar com a FC. Quando eu e o Nick nos conhecemos, ele não conhecia a FC além do que já tinha ouvido falar em um seriado médico. Eu, por outro lado, vivi, respirei e lutei essa batalha minha vida toda. Eu poderia ter impresso todos os meus 22 anos de registros médicos e ter esperado que ele lesse tudo até o final do dia, mas não seria justo com nenhum de nós dois. Eu tinha todo esse conhecimento e bagagem, e poderia dividir com ele. Tivemos muitas conversas sobre a FC e ele foi aprendendo aos poucos, experiência após experiência, tratamento após outro. Eu dei o espaço e tempo necessários para ele desenvolver as próprias perguntas e preocupações. Dessa forma, Nick criou a sua própria conscientização, educação e compreensão da FC. Cultivamos um espaço seguro para expressarmos nossas preocupações, sentimentos e pensamentos e isso facilitou toda nossa experiência do namoro com FC.

Fonte: S. C. My Three Rules for Dating with CF. Cystic Fibrosis Foundation. 8 de maio de 2019. Disponível em: <https://www.cff.org/CF-Community-Blog/Posts/2019/My-Three-Rules-for-Dating-With-CF/>.

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

 

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