Saiba mais sobre a granulomatose eosinofílica com poliangeíte (GEPA)
A granulomatose eosinofílica com poliangeíte, conhecida pela sigla GEPA, é uma vasculite necrotizante de pequenos e médios vasos caracterizada por uma asma de difícil controle, além de eosinofilia e rinossinusite crônica com pólipos nasais. Doença rara, tem uma prevalência de 10,7 a 14 casos a cada 1 milhão de pessoas adultas, atingindo homens e mulheres na mesma proporção, na quarta década de vida.
A causa exata da GEPA ainda não é totalmente compreendida, porém, exames clínicos e laboratoriais mostram que a infiltração tecidual eosinofílica e o dano endotelial podem ser os principais fatores que influenciam no desenvolvimento e no prognóstico da doença.
Sintomas
Geralmente, as manifestações clínicas da granulomatose eosinofílica com poliangeíte (GEPA) se apresentam em três fases: alérgica, eosinofílica e vasculítica. O principal sintoma da doença na primeira fase é a asma, presente em mais de 96% dos casos. Além dela, as pessoas com a patologia também podem apresentar rinossinusite crônica com pólipos nasais, dor nas articulações, dor muscular e neuropatia periférica.
Na fase eosinofílica, os pacientes apresentam eosinofilia no sangue e nos tecidos, e na vasculítica, é comum o acometimento de pequenos e médios vasos, situação geralmente associada a granulomatose vascular e extravascular.
Diagnóstico e tratamento
Por se tratar de uma doença rara e com sintomas variados, o diagnóstico da GEPA pode ser um grande desafio para pacientes e profissionais da saúde. A investigação da doença começa com uma avaliação clínica detalhada, que além dos sinais, também verifica o histórico de saúde da pessoa.
Além disso, exames de sangue, análise da urina, radiografia de tórax, tomografia computadorizada e biópsia tecidual também podem ser solicitados para confirmar ou descartar o diagnóstico.
Apesar de não ter cura, a GEPA tem tratamento e é fundamental que ele seja indicado por um profissional da saúde, como um reumatologista. Na maioria dos casos, os pacientes precisam fazer uso de corticosteroides e imunossupressores.
Em caso de dúvidas ou identificação dos sintomas, é fundamental que se busque ajuda médica imediatamente.
Borges, A. O., de Moura, T. T. T., Lima, P. F. F., Mikhael, B. M., Fernandes, A. G. R., de Carvalho, M. R. M., Pires, H. F. de M., & Siqueira, A. C. G. (2023). Granulomatose eosinofílica com poliangeíte – relato de caso. Brazilian Journal of Development, 9(1), 2504–2514. https://doi.org/10.34117/bjdv9n1-171
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Nota importante: As informações aqui contidas têm cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e/ou o tratamento médico. Em caso de dúvidas, fale com seu médico.