6 dicas para lidar com o Diabetes na Fibrose Cística durante as viagens

Categoria: Vivendo com FC - Postador por: Instituto Unidos pela Vida - Data: 02 de novembro de 2017

Se você tem diabetes relacionado à Fibrose Cística (CFTR), essas dicas podem ajudar no seu tratamento tratamento durante as viagens!

1) Leve seus medicamentos sempre com você
Mantenha os medicamentos da Fibrose Cística o tempo todo próximos de você, além da insulina e dos suplementos que você toma! Se você toma a insulina de ação prolongada uma vez ao dia, não deixe de falar com a sua equipe médica para fazer possíveis ajustes nos períodos em que for visitar diferentes fusos horários. Se você usa seringas e agulhas para as injeções, solicite ao seu médico um documento atestando que esses materiais são vitais para sua saúde, por isso é necessário tê-los sempre com você (isso é importante especialmente para os viagens de avião!).

 

 

 

2) Fique atento às taxas de açúcar
Ao viajar, diferentes fatores como aumento da atividade física ou consumo de álcool podem alterar seu nível de açúcar no sangue. Certifique-se de ter carboidratos sempre disponíveis para prevenir hiperglicemia e hipoglicemia. Se estiver viajando acompanhado, avise seus companheiros de viagem sobre o diabetes, e explique a eles quais são os sinais e sintomas da queda e do pico de açúcar. Instrua-os também sobre as providências que devem tomar se ocorrerem picos ou quedas glicêmicas.

 

 

3) Tenha sempre lanches disponíveis
Quando você está de férias, sua dieta pode ser diferente daquela que você segue em casa. Se estiver viajando para uma região com fuso horário diferente, é possível que você tenha fome fora dos horários das refeições. Certifique-se de ter acesso a alimentos ou lanches em qualquer momento, inclusive durante o voo.

 

 

 

4) Consuma bebida alcoólica de forma responsável
O álcool pode fazer com que sua taxa de açúcar fique muito alta ou muito baixa. Se você tem a intenção ingerir bebidas alcoólicas durante as férias, coma simultaneamente alimentos que contenham carboidratos, e limite a ingestão noturna de álcool em uma bebida para as mulheres e duas para homens (uma bebida é equivalente a: 354 ml de cerveja, ou 118 ml a 147 ml de vinho, ou 44 ml de destilados ou licores). Verifique a taxa de açúcar no sangue com mais frequência após ingerir bebidas alcoólicas, e também durante a noite, especialmente se você tiver bebido muito ou se estava fisicamente ativo enquanto bebia.

 

 

5) Hidrate-se
Pessoas com FC tem grande risco de desidratação em climas quentes, e se têm DRFC, o risco é ainda maior. Mesmo que não sinta sede, beba bastante água com uma pitada de sal adicionada, ou bebidas energéticas que contêm suplementos de sal. Certifique-se também de beber muita água antes de se exercitar (pelo menos 400 ml) e, caso se exercite por longos períodos de tempo, hidrate-se a cada 15 ou 20 minutos. Os comprimidos de sal também podem ajudar você a se manter hidratado; se precisar deles, peça à sua equipe de cuidados da FC. Em viagens de avião, além de beber muita água, é importante também comer lanches salgados e de continuar se mexendo. A baixa umidade durante o voo aumenta o risco de desidratação.

 

 

6) Reforce a dieta
Viajar pode dificultar a aderência ao seu plano de refeições. Às vezes você pode não sentir vontade de comer ou não estar com fome. Se estiver em país estrangeiro, pode estar ingerindo alimentos com os quais não está acostumado. Os suplementos de alta caloria podem ser uma ótima fonte de energia extra durante esses momentos. Pergunte à sua equipe de cuidados da FC qual é o suplemento mais indicado para você.

 

 

Fonte: https://www.cff.org/Life-With-CF/Daily-Life/Traveling-With-CF/In-Transit-and-at-Destination/Managing-DRFC-While-Traveling/

Revisão Científica: Lenycia Neri, Nutricionista graduada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP); Pós-graduada em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Nutricionista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP)

Traduzido por Vera Carvalho, voluntária de tradução para o Instituto Unidos pela Vida. Vera é tradutora profissional há treze anos, com especialidade na área acadêmica e científica

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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