Depoimento Lucas Rocha – A esperança pelo transplante

Categoria: Depoimentos - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 18 de fevereiro de 2019

Lucas Fernando dos Santos Rocha é natural de Rondonópolis/MT, mas mora na cidade de São Paulo há 15 anos. Ele foi diagnosticado com Fibrose Cística quanto tinha apenas 2 meses de idade, por meio do Teste do Suor.

Na época do diagnóstico, Lucas apresentava um dos principais sintomas causados pela Fibrose Cística: o suor mais salgado que o normal. “Eu fiz o Teste do Pezinho, mas o diagnóstico só veio com o Teste do Suor. Depois disso, quando tinha 3 anos, tive três paradas cardíacas consecutivas. Os médicos já não tinham mais esperanças. Além do suor mais salgado, também tinha muitas pneumonias”, relembrou Lucas.

Adesão ao tratamento

Em 2019, Lucas está com 23 anos e segue uma rotina corrida para realizar o tratamento para a Fibrose Cística de maneira adequada. No período da manhã, faz a fisioterapia respiratória e as inalações. Além disso, faz uso de medicamentos e repete a fisioterapia durante a tarde.

“Eu uso oxigênio de maneira contínua e minha rotina de tratamento é bem difícil, mas sempre sinto que tudo vai valer a pena e todo o meu esforço será recompensado. Hoje, minha adesão ao tratamento é boa, mas nem sempre foi assim. Antigamente eu não fazia tudo, porque me incomodava que todo o processo ocupasse tanto o meu tempo. Eu queria sair, viver, ser uma pessoa normal e, na época, via o tratamento como algo que me atrapalhava em todos esses aspectos”, contou Lucas.

Na fila pelo transplante

Lucas está na fila para realizar o transplante pulmonar há quase 8 meses. Para incentivar outras pessoas com Fibrose Cística a realizarem o tratamento e também para motivar quem também está na fila do transplante, Lucas criou um canal no YouTube (clique aqui para conferir).

“O canal serve principalmente para motivar o pessoal que está chateado por causa da Fibrose Cística, do transplante ou até mesmo com a própria rotina. Por isso, junto com minha família e o apoio dos profissionais da saúde que me acompanham, criei o canal. Quero servir de exemplo positivo para as pessoas, motivá-los a não desistir e seguir lutando. Nos vídeos sou bem transparente, falo da época em que não realizei o tratamento da maneira adequada e acredito que isso ajuda a fazer com que as pessoas se identifiquem com o que digo por lá”, contou Lucas.

O canal no YouTube não é a única atividade da rotina do Lucas. Ele também faz Ensino a Distância (EAD) em Marketing Digital na Faculdade Anhembi mas, após o transplante, sonha em seguir carreira bancária na área comercial e de divulgação.

“Antes, a espera pelo transplante me deixava muito ansioso, mas hoje eu vivo a vida e nem vejo mais qual é o meu lugar na fila. Isso acaba me deixando mais nervoso, então agora decidi não me preocupar mais com isso. Quando for para ser, será. Ainda não fui chamado nesses quase 8 meses de espera, mas sei que meu dia chegará. A mensagem que quero passar para as pessoas com Fibrose Cística é justamente essa: independente da situação que você está vivendo, tente encarar da melhor maneira possível, ame quem te ama e dê muita atenção para todos ao seu redor que querem o seu bem. Para os que também aguardam o transplante, digo para não esperarem o procedimento para começar a viver. Vivam o agora, com muita fé e esperança, que o amanhã virá com boas notícias”.

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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