Dia do Assistente Social – entrevista com Hingridy Salm Loch

Categoria: Central de Conteúdo - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 15 de maio de 2020

O dia 15 de maio marca a passagem do Dia Nacional do Assistente Social, profissional que faz parte da equipe multidisciplinar de atendimento às pessoas com Fibrose Cística e seus familiares. Conforme a necessidade apresentada, o assistente social é aquele que vai apoiar a família em aspectos relacionados ao acesso à benefícios, a análise das vulnerabilidades sociais e, quando necessário, no encaminhamento para outros profissionais da equipe.

E para homenagear todos esses profissionais nesta data tão importante, conversamos com a Assistente Social Hingridy Salm Loch, graduada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Especialista em Saúde da Família pela Prefeitura Municipal de Florianópolis e Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atualmente a Hingridy faz parte da equipe da Associação Catarinense de Assistência ao Mucoviscidótico (ACAM-SC).

“Durante a atuação do Assistente Social na saúde, ou em qualquer outro espaço sócio-ocupacional, o profissional precisa ter um olhar “totalizante” sobre as situações analisadas. Portanto, o trabalho junto às pessoas com Fibrose Cística requer do Assistente Social uma análise aprofundada da situação, possibilitando a aproximação de situações de vulnerabilidade social que podem interferir no processo que envolve o cuidado em saúde daquele indivíduo e de sua família. Porém, a análise e identificação não são os únicos fatores fundamentais no processo de cuidado do indivíduo, pois o Assistente Social também tem o dever de socializar as informações e direitos para a população atendida. No caso da Fibrose Cística, normalmente são direitos referentes ao acesso a medicamentos, benefícios previdenciários, encaminhamentos para atendimento de saúde gratuito e de qualidade, acolhimento a novos diagnósticos, organização familiar em relação à rotina de tratamento, encaminhamento para a Política de Assistência Social, entre outros’, afirmou Hingridy.

O início do trabalho da Hingridy com a Fibrose Cística teve início durante a sua pós graduação, enquanto realizava a modalidade de residência multiprofissional.

“Nesta época eu realizei atendimento a um casal que tinha acabado de ter seu primeiro filho. Havia a suspeita que a criança poderia ter Fibrose Cística. Embora o atendimento não fosse uma demanda específica para o Serviço Social, já na época me interessei pelo assunto, embora tivesse um breve conhecimento sobre a doença do “beijo salgado”, relembrou.

Agora, a vida de Hingridy a levou novamente para o atendimento de pessoas com Fibrose Cística e seus familiares. Atualmente ela é assistente social da Associação Catarinense de Assistência ao Mucoviscidótico (ACAM-SC).

“Desde o ínicio do meu trabalho aqui na ACAM-SC, eu fui muito bem recebida pelas famílias do estado, que diariamente procuram pelo Serviço Social e entendem a importância do profissional na garantia de seus direitos e no encaminhamento a rede de serviços disponíveis. Atualmente também faço parte da equipe multidisciplinar de Fibrose Cística do Hospital Infantil Joana de Gusmão, local que possui parceria com a associação no acompanhamento das pessoas com a doença, contando com profissionais de excelência em atendimento”, afirmou.

Para Hingridy, a rotina de atendimento à pessoas com Fibrose Cística, tanto na associação quando no hospital, é repleta de acontecimentos marcantes em sua carreira profissional.

“Apesar de poder incluir vários momentos, acredito que, para mim, a situação mais marcante acontece quando o hospital confirma um diagnóstico. É nessa hora que os vínculos com a família que recebeu o diagnóstico se iniciam e que eu, enquanto Assistente Social, e a ACAM-SC, enquanto associação, começamos a luta ao lado dessa família para garantir que tenham acesso ao tratamento gratuito e de qualidade”, afirmou.

Para todos os profissionais da saúde, em especial aos Assistentes Sociais, a Hingridy deixa uma mensagem cheia de motivação.

“Por mais que a vivência profissional seja árdua, nunca deixe de ter empatia pelo próximo. Permita-se aprender com esse indivíduo e lembre-se sempre que essa pessoa sentada na sua frente precisa saber que não está sozinha e que ela terá um profissional de referência para apoiá-lo nesse trabalho de fortalecimento da autonomia e garantia de direitos”, finalizou.

A equipe do Unidos pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística, parabeniza todos os profissionais da Assistência Social pelo seu dia e agradece imensamente por todo o trabalho dedicado às pessoas com Fibrose Cística e suas famílias!

Por Kamila Vintureli

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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