Depoimento | Amanda Tellino

Categoria: Vivendo com FC - Postador por: Instituto Unidos pela Vida - Data: 21 de janeiro de 2016

0019_AULA_N1_0060Meu nome é Amanda, moro em Recife/PE, sou Fisioterapeuta, tenho 24 anos e há 8 meses fui diagnosticada com FC. Por que esse diagnóstico tão tarde? Fui uma criança feliz e saudável, raramente ficava doente. No final da adolescência, comecei com uma tosse, que virou crônica. Passei por vários médicos que me diagnosticavam apenas com alergias, mas a tosse piorava, chegando ao ponto de atrapalhar minhas atividades diárias. Até que, aos 22 anos, fui a um pneumologista que detectou bronquiectasias em meus pulmões e me passou uma bateria de exames, incluindo o teste do suor (foi difícil achar um local que o fizesse pois só existe um hospital no Recife que disponibiliza esse exame em Pernambuco). Este deu alterado, mas não conclusivo, sendo assim encaminhada a um especialista em FC que me passou um exame genético (que planos de saúde não cobrem e é bastante caro, mas pela persistência dos meus pais conseguimos que o plano cobrisse), e mais uma vez o resultado foi inconclusivo.

Diante disso, a última opção era fazer uma biopsia retal, realizada na UNICAMP -Campinas/SP, e após quase um ano consegui fazer o exame, só aí tive meu diagnóstico concluído: Fibrose Cística.

No começo não sabia muito bem o que fazer com essa novidade, pesquisei bastante sobre a doença (que até então era pouco conhecida por mim) e aprendi que tinha que incluir na minha rotina um espaço para o meu tratamento e, aos poucos, fui me adaptando a ela. Meu tratamento consiste em nebulizações diárias e exercícios respiratórios, que faço em casa mesmo. O meu sintoma (que é apenas tosse) melhorou muito e as vezes até esqueço que tenho a doença.

Hoje entendo que a FC faz parte de mim, mas continuo seguindo minha vida com alegria, planejando meu futuro, minha carreira profissional e cultuando o sonho de ser mãe e de poder fazer parte da vida dos meus futuros filhos.
Compartilho a minha história com vocês para que mais pessoas conheçam a doença e possam ser diagnósticas mais rápido, para que o tratamento comece precocemente.

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