Depoimento | Mãe Fabiana Gasperi

Categoria: Vivendo com FC - Postador por: Instituto Unidos pela Vida - Data: 10 de fevereiro de 2014

OLYMPUS DIGITAL CAMERA“Aos 22 anos engravidei da minha primeira filha. Não era uma gravidez muito desejada, pois ainda não era casada e morava com meus pais, mas recebi todo apoio necessário e fiquei feliz por Deus ter me dado a chance de ser mãe. Foi uma gravidez tranquila e feliz!

No dia 19/01/07 nasceu meu bem mais precioso, a Maria Eduarda. Tive um parto tranquilo, ela havia nascido aparentemente saudável, tivemos alta e fomos pra casa. Quando percebi que minha pequena só fazia xixi e não evacuava, levamos ao médico do PS. Ele disse que era “normal” ela não ter evacuado ainda, e que era pra esperarmos mais um pouco… Foram dois dias de angústia. No terceiro dia ainda sem evacuar ela começou a ter febre e vômitos. Levamos no médico particular que solicitou um raio x e uma ultrassom do abdômem, onde foi constatado Íleo Meconial. Disse ainda que minha princesa tão pequena teria que fazer uma cirurgia pra colocar bolsinha de colostomia, e mal sabia eu que essa seria a primeira de muitas cirurgias que nós teríamos que enfrentar…

Feita a cirurgia, o médico me chamou para conversar e disse que ela poderia ter Fibrose Cistica ou Megacolocongenito. Esperamos Fabigasperi2os resultados dos exames que revelaram a Fibrose Cística… Quando fui pesquisar na internet o que era esse nome estranho, me deparei com notícias arrasadoras, perspectivas de vida curtas, enfim… meu mundo desabou! Confesso que queria morrer… Foram quatro meses na UTI neonatal de Araçatuba e 5 cirurgias que não deram certo. A minha pequena teve duas infecções generalizadas, duas paradas respiratórias e o médico pediu pra que eu me despedisse da minha filha, pois ela estava muito fraca e não aguentaria outra cirurgia, mas eu nunca me despedi dela pois sabia que Deus me daria a vitória ate batizei ela na UTI por risco de morte.

Passado mais um mês, tivemos alta e fomos pra casa. Fui orientada pelo médico que eu teria que dar as enzimas amassadas no leite pra minha filha, e não me orientou que eu tinha que fazer inalações nem fisioterapias. Com isso, minha filha ficou cada dia pior. Mas como Deus nunca nos desampara, ele me enviou um anjo chamado Cristiano Silveira, pai de uma criança com FC que minha irmã conheceu na internet, e que falou comigo pelo telefone. Disse pra eu levar a minha filha o mais rápido possível para um centro especializado de fibrose cística, pois o tratamento estava todo errado. Essa ligação mudou a minha vida!

Com 6 meses de vida e ainda de bolsinha de colostomia, fomos pra Ribeirão Preto. La também conheci outro anjo, Dra. Lídia pneumologista que me explicou todo o tratamento da Fibrose Cística. Fui encaminhada para o HC de Ribeirão Preto pois a Maria Eduarda teria que ficar internada pra tomar antibióticos na veia.

Fabigasperi3Foram 4 meses no hospital  e mais 2 cirurgias que também não deram certo. Passados quatro meses, viemos embora ainda com a bolsinha e com sonda nasogástrica, mas desta vez com o tratamento correto. Enzimas, inalação especial, fisioterapias…

Quando ela completou dois anos de vida, voltamos para o hospital para tentar mais uma vez tirar a bolsinha de colostomia, e finalmente deu certo! Deus tinha nos abençoado e minha filha evacuou normalmente. Foi o dia mais feliz da minha vida! 🙂

Hoje ela está com 7 anos e super bem! Fazemos o tratamento em Ribeirão Preto. Não é fácil, é uma luta diária, mas vale a pena!

Além disso, conhecer o Instituto Unidos pela Vida não tem preço! Saber que não estamos sozinhos nessa luta é muito prazeroso! Daqui alguns anos quero voltar aqui para contar mais histórias da Maria Eduarda, com algumas fotos dela casando assim como minha amiga Verônica que é cheia de planos (ela é minha inspiração na Fibrose Cística)!

Bom essa é minha história: desistir jamais!”

 

Depoimento enviado para a equipe do Instituto Unidos pela Vida por e-mail por Fabiana Gasperi.
Este relato tem cunho informativo. Não pretende, em momento algum, substituir ou inferir em quaisquer condutas médicas. Em caso de dúvidas, consulte sua equipe multidisciplinar.

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