Avó de fibra – Depoimento com Ângela Silva

Categoria: Central de Conteúdo - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 26 de julho de 2020

No Brasil, o dia 26 de julho é considerado o Dia dos Avós. E para marcar a passagem dessa data tão especial, o time do Unidos pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística, conversou com a Ângela Silva, uma vovó de fibra.

A Ângela Maria mora na cidade de Patos de Minas, Minas Gerais, e é avó de fibra de uma salgadinha linda chamada Maria Flor, de 1 ano e 7 meses. Ela foi diagnosticada com Fibrose Cística aos 10 meses de vida. 

“Algum tempo após seu nascimento, a Maria Flor ficou muito mal e precisou ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por 5 dias em Uberlândia. Foi nesse momento que a gastroenterologista que a acompanhava já começou a desconfiar que ela poderia ter Fibrose Cística, mesmo que o Teste do Pezinho não tenha indicado a alteração. Fomos encaminhados para Belo Horizonte, onde realizamos o Teste do Suor, exame que confirmou o diagnóstico. Confesso que o momento da descoberta foi desesperador. Ficamos em pânico, sem saber o que fazer”, relembrou Ângela.

Apesar da aflição que tomou conta da família no início da descoberta da Fibrose Cística, com o passar do tempo, todos foram se informando mais sobre a doença, recebendo o apoio da equipe médica, e toda a angústia se transformou em força e dedicação para que a Maria Flor tivesse cada vez mais saúde.

“Por se tratar de uma doença rara, no início, não tínhamos nem o contato com outras pessoas para conversar, desabafar. Mas com o avançar dos dias, isso mudou. Agora nos informamos melhor sobre a doença, temos contato com outras famílias, com profissionais que nos apoiam muito e nesse sentido, mais informação se tornou uma aliada contra o desespero. Seguimos firmes e nos dedicando todos os dias nos cuidados da Maria”, afirmou.

Receber o diagnóstico para a Fibrose Cística trouxe mudanças positivas para a vida de Maria Flor, que iniciou o tratamento adequado para a doença e começou a ter mais saúde a cada dia.

“Desde que foi diagnosticada a Maria Flor nunca mais precisou ficar internada. Atualmente ela faz acompanhamento com gastroenterologista, pediatra, fonoaudiólogo,  fisioterapeuta, entre outros profissionais. Nos esforçamos muito para que ela tenha acesso aos melhores cuidados e tratamentos possíveis para que se desenvolva e cresça cada dia mais saudável. Temos muita esperança nos novos medicamentos que estão surgindo para a Fibrose Cística e vamos lutar sempre para vê-la cada dia melhor”, afirmou.

E para todas as famílias de fibra de todo o Brasil, essa guerreira vovó de fibra deixa uma linda mensagem.

“Ser vovó de fibra, para mim, significa ser aquela vovó presente, aquela vovó que está sempre pronta, que nunca deixa acontecer nada. Que está sempre olhando tudo com uma visão de amor e de carinho. Faço parte da rotina da Maria Flor em tudo que posso e me enche de alegria poder acompanhar o crescimento dela. Para todas as famílias de fibra, peço que tenham esperança e se dediquem ao máximo por seus salgadinhos. Não podemos fazer com que a Fibrose Cística seja a única coisa presente em nossas vidas. Sabemos que nossas crianças precisam de cuidados, mas esses cuidados precisam fazê-las felizes com todos os momentos que proporcionamos para elas. Que Deus proporcione para todas essas famílias momentos tão felizes e abençoados quanto os que nós vivemos com a nossa linda Maria Flor”, finalizou Ângela.

Por Kamila Vintureli

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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