Dia do Enfermeiro – entrevista com Arlene Gonçalves

Categoria: Central de Conteúdo - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 12 de maio de 2020

O dia 12 de maio marca a passagem do Dia do Enfermeiro, profissional que faz parte da equipe multidisciplinar de tratamento para as pessoas diagnosticadas com Fibrose Cística. E para homenagear todos esses profissionais nesta data tão importante, a equipe do Unidos pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística entrevistou a enfermeira Arlene Gonçalves dos Santos Fernandes. Atualmente a Arlene trabalha no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e atende com muito amor e competência pessoas com Fibrose Cística e seus familiares.

Ela começou sua atuaçãona área por meio da Ação Diferenciada, projeto em que o hospital destinava 6 horas semanais para que enfermeiros que trabalhavam durante a semana realizassem outras atividades, como a assistência ambulatorial.

“O papel do enfermeiro nos cuidados e tratamento das pessoas Fibrose Cística é muito importante em vários pontos. Nós ajudamos os pacientes a compreenderem a doença, sua origem e fisiopatologia. Também atuamos na questão de uso de medicamentos, reposição enzimática e realização de exames, como os de escarro e os relacionados à função pulmonar”, explicou.

Além de atuarem diretamente com as pessoas diagnosticadas com Fibrose Cística, os enfermeiros também têm um papel fundamental de ajuda e suporte aos familiares destes pacientes.

“O profissional da área de enfermagem também trabalha no apoio dos membros da família da pessoa diagnosticada com a doença. Auxiliamos na adesão ao tratamento, ajudando esses indivíduos a visualizarem a importância de seguir com todos os procedimentos de maneira cotidiana. Buscamos entender a estrutura familiar, a profissão dos pais, visualizar a rotina dessa família para ajudar da melhor maneira possível. Temos muita atenção com o cuidador principal, que geralmente é a mãe”, contou Arlene.

Incentivar a adesão ao tratamento e a busca por ajuda fora do ambiente hospitalar também é uma atividade que faz parte da rotina de atuação da Arlene durante os atendimentos que realiza.

“Estimulamos o uso de enzimas na escola, a prática de atividades físicas, a realização da fisioterapia respiratória, enfim… Tudo que faz parte do tratamento. Conforme os pacientes vão crescendo, também incentivamos a autonomia nos cuidados diários, para criar mais independência. Além disso, também incentivamos que a família faça parte de alguma associação de assistência e busque auxílio e informações com o Instituto Unidos pela Vida, pois sabemos que os conteúdos e ajuda fornecida são seguros para essas pessoas”, afirmou.

O enfermeiro também tem papel fundamental durante as internações. Esse profissional é responsável por escolher o melhor dispositivo para a terapia intravenosa, observar o aspecto do escarro, evitar as infecções cruzadas, entre outros procedimentos. E durante essa rotina de atendimento, é comum que esses profissionais criem laços de amizade e carinho com os pacientes e seus familiares, vivenciando momentos marcantes na carreira profissional. No caso da Arlene, isso não foi diferente.

“Poderia relatar muitos momentos, mas cito um em especial que me marca muito até hoje. Infelizmente, a perda faz parte dos nossos dias, trazem uma dor imensa, nos fazem questionar muitas coisas. Em uma delas, acabei ganhando uma grande amiga. Ela era mãe desse paciente que acabou nos deixando e nos comunicamos com frequência mesmo após tanto tempo. Ela se tornou uma verdadeira amiga e cuida de mim mesmo à distância. Ela se tornou um anjo da guarda que carrego comigo aqui na Terra”, relembrou Arlene.

Para finalizar, a Arlene enviou uma linda mensagem para todos os profissionais da saúde, principalmente os enfermeiros, pessoas que se dedicam tanto aos cuidados das pessoas com Fibrose Cística em todo o Brasil.

“Sejam referência para os seus pacientes. Assim como o médico tem um nome, o enfermeiro também deve ter. Quando o paciente precisa ir ao hospital para um internamento ou consulta, ele precisa saber que não está sozinho, que tem um enfermeiro sempre atento às suas necessidades. Que ele tem alguém para segurar sua mãe e enfrentar todos os desafios que a doença pode colocar em seu caminho. Costumo dizer que sempre faço um laço com os pacientes e seus familiares que representa um casamento, e esse casamento pode dar certo sim, só precisamos trabalhar juntos com honestidade, sinceridade e dedicação de ambas as partes”, finalizou.

O Unidos pela Vida parabeniza e agradece todos os profissionais da saúde, em especial aos enfermeiros e enfermeiras, por todo a dedicação e trabalho que realizam todos os dias. Vocês fazem toda a diferença! Feliz dia do Enfermeiro!

Por Kamila Vintureli

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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