O SIM de uma família poderá mudar a vida da Luana Reinert

Categoria: Central de Conteúdo - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 27 de dezembro de 2020

No Brasil, mais de 38 mil pessoas estão na fila de transplante aguardando o SIM de uma família doadora que poderá transformar suas vidas. E uma dessas pessoas é a Luana Reinert, de 20 anos. Ela foi diagnosticada com fibrose cística nos primeiros meses de vida e mora na cidade de Curitiba/PR.

A família de Luana desconhecia a fibrose cística até o momento em que recebeu o seu diagnóstico. Foi uma mudança na rotina de todos. Inserir todas as etapas para o tratamento da Luana não foi uma tarefa fácil, mas desde a primeira orientação toda a família se dedicou ao máximo para que tudo fosse realizado da melhor maneira possível.

“Desde que recebi o diagnóstico o tratamento é seguido e toda a família se dedica muito para que eu esteja cada vez melhor e com mais saúde. Quando entrei na adolescência, a maioria das responsabilidades ficou nas minhas mãos. Infelizmente, nem sempre foi fácil segui-lo da forma correta”, contou

A fase da adolescência, sem dúvidas, reserva muitos desafios e surpresas. No caso da Luana, foi um período conturbado em relação ao tratamento para a fibrose cística. Ela afirma que a vergonha e falta de aceitação da doença prejudicaram a realização de tudo que era recomendado pela equipe médica para que ela tivesse mais saúde.

“Lembro que parei de ir ao fisioterapeuta por vergonha, passei a não tomar os medicamento na frente das pessoas, e também não fazia fisioterapia ou inalação com pessoas no mesmo quarto. A não aceitação fez com que eu tivesse minha primeira internação, que foi bem complicada e que, talvez, tenha sido um dos agravantes para acelerar o progresso da doença. Na época minha autoestima era baixo e eu tinha depressão. Foi um período complicado pra mim”, relembrou Luana.

Transplante

Atualmente a Luana tem apenas 28% de capacidade pulmonar, e por conta disso, entrou para a fila de espera para a realização de um transplante pulmonar. Ela aguarda a tão esperada ligação na cidade de Curitiba/PR e realiza diversas ações de conscientização sobre a importância da doação de órgãos nas mídias sociais.

“Trabalho com produção de conteúdo e, de uns tempos pra cá, passei a focar bastante na divulgação da fibrose cística e da importância da doação de órgãos. Não sou só eu. São milhares de pessoas em todo o Brasil aguardando para realizar o transplante na expectativa de passar a viver com mais qualidade de vida, com mais saúde. Essa espera não é fácil. Eu sempre tento ser o mais otimista possível, ver tudo pelo lado positivo, mas a expectativa está sempre presente. Vemos colegas de fila sendo chamados, realizando o transplante, e nos perguntamos quando será a nossa vez. Mas sei que um dia a ligação chegará graças ao SIM de uma família doadora que mudará a minha vida”, finalizou Luana.

No Brasil, para ser doador de órgãos basta conversar com a sua família e avisar sobre o seu desejo de ser doador. Abra esse diálogo tão importante entre seus amigos e familiares, manifeste sua vontade de ser doador de órgãos e deixe a vida prosseguir.

Por Kamila Vintureli

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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