Falta de medicamentos prejudica tratamento de 288 pessoas com fibrose cística no Rio de Janeiro

Categoria: Associações de Fibrose Cística - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 22 de setembro de 2021

Na última segunda-feira (20/09) a Associação Carioca de Assistência à Mucoviscidose (ACAM-RJ) iniciou uma campanha na internet para denunciar a falta de antibióticos e suplementos que fazem parte do tratamento de 288 pessoas diagnosticadas com fibrose cística no Rio de Janeiro. No total, são 19 itens em falta.

De acordo com o presidente da ACAM-RJ e diretor de Políticas Públicas do Unidos pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística, Cristiano Silveira, vários desses medicamentos estão em falta há meses e, na última semana, antibióticos importantes para o tratamento de infecções, como o colistimetato e a tobramicina, também tiveram o fornecimento interrompido.

“Infelizmente, muitos itens já estavam em falta há bastante tempo, mas a partir do momento que a entrega de dois antibióticos tão importantes para o tratamento foi interrompida, a situação se tornou ainda mais grave. Não dá mais para suportar essa situação, pois muitas pessoas com fibrose cística estão precisando interromper o tratamento com esses medicamentos, situação que pode trazer sérios prejuízos para a saúde desses pacientes”, afirma Silveira.

Uma dessas pessoas é o Davi, de apenas nove meses de idade e diagnosticado com fibrose cística logo nos primeiros dias de vida. Felipe Alberto, pai do Davi, está apoiando a campanha realizada pela ACAM-RJ nas mídias sociais e afirmou que a falta dos medicamentos já começou a impactar a rotina da família.

“Estamos vivendo um momento muito difícil, pois se essa situação continuar, no começo de outubro terei que interromper o ciclo de antibióticos do meu filho”, diz ele. “Queremos mostrar para as autoridades responsáveis o significado dessa interrupção. Não é algo simples, pelo contrário, pode trazer consequências para a saúde do Davi e de outras pessoas com fibrose cística. Não podemos mais esperar, precisamos de respostas rápidas e efetivas.”

Cristiano afirma que a compra de todos os itens que estão em falta no Rio de Janeiro é de responsabilidade da Secretaria Estadual de Saúde e, apesar das tentativas de diálogo entre a associação e a Secretaria, a conversa não está avançando da maneira que deveria. Por isso a mobilização teve início.

“As respostas que recebemos até o momento colocam a culpa na burocracia, na morosidade do processo, situações que, até certo ponto, infelizmente já estamos acostumados. Não deveríamos, mas sabemos que eventualmente há atrasos por conta de licitações e outras etapas que envolvem o processo de compra, mas dessa vez a situação está muito grave, muitos medicamentos estão faltando ao mesmo tempo e não conseguimos mais tolerar essa situação. É algo que simplesmente não dá mais para esperar sem fazer nada.”

A ACAM-RJ lançou um abaixo-assinado com informações sobre a falta de medicamentos para o tratamento da fibrose cística no Rio de Janeiro. Você pode apoiar o movimento clicando aqui e assinando a petição. Clique aqui para seguir a Associação no Instagram e acompanhar de perto a mobilização.

O Unidos pela Vida segue acompanhando o andamento deste processo e lutando, ao lado de todas as associações do país, para que as pessoas com fibrose cística tenham acesso aos seus direitos. Siga acompanhando nosso site e mídias sociais para mais informações.

Por Kamila Vintureli

Nota importante: As informações aqui contidas têm cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e/ou o tratamento médico. Em caso de dúvidas, fale com seu médico.

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