O impacto da colonização por Pseudomonas aeruginosa na capacidade funcional e pulmonar de crianças e adolescentes com Fibrose Cística

Categoria: Coluna Científica - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 17 de novembro de 2019

Resumo de pesquisa realizada por Nelbe Nesi Santana, Fernanda Figueredo Alves, Christine Pereira Gonçalves, Célia Regina Moutinho de Miranda Chaves, Claudia Dayube Pereira, Saint Clair dos Santos Gomes Junior. O artigo fez parte do volume exclusivo sobre Fibrose Cística da revista Visão Acadêmica da Universidade Federal do Paraná (UFPR), edição lançada em setembro de 2019 em alusão ao Mês Nacional de Conscientização da Fibrose Cística e que pode ser acessada na íntegra clicando aqui.

A Fibrose Cística (FC) é uma doença crônica progressiva que compromete a depuração mucociliar, tornando os pulmões suscetíveis à infecção recorrente por patógenos oportunistas, como a Pseudomonas aeruginosa.

O objetivo deste estudo foi comparar a capacidade funcional e a força muscular entre os grupos de pacientes com FC colonizados por Pseudomonas aeruginosa, os colonizados por outras bactérias e aqueles que se apresentaram negativados no momento da coleta. Para avaliar a capacidade funcional, foi realizado o teste de caminhada dos 6 minutos (TC6M). Para avaliar a força muscular respiratória e de membros superiores, foi realizada a manovacuometria e a dinamometria, respectivamente.

Foram avaliados 57 pacientes, com idade média de 13,26±3,1 anos, 42,1% do gênero masculino, 43,9% com distúrbio ventilatório obstrutivo leve e 40,3% colonizados por Pseudomonas aeruginosa. A distância média percorrida no TC6M foi de 96,9±9,5% do predito. Os valores médios da pressão inspiratória máxima (PImax) e da pressão expiratória máxima (PEmax) obtidas através da manovacuometria foram de 83,1±35,3% e 61,1±24,9% do valor predito respectivamente.

A força de preensão manual (FPM) obtida na dinamometria foi de 81,6±17,8% do valor predito. Os pacientes colonizados por Pseudomonas aeruginosa caminharam 90,1±13,5% do predito, enquanto aqueles colonizados por outros patógenos e os negativados caminharam 98,7±8,8% e 99,2±8,5% respectivamente (p=0,014). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos ao avaliar a PImax, a PEmax e a FPM.

Embora não tenha sido observada diferença na força muscular, as crianças e adolescentes colonizados por Pseudomonas aeruginosa apresentaram menor capacidade funcional.

Você pode conferir esse estudo na íntegra e saber mais sobre os pesquisadores clicando aqui.

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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