Equipe de fibra: depoimento Kassiano Knack

Categoria: Central de Conteúdo - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 03 de fevereiro de 2021

Em 2021 a Equipe de Fibra, projeto que faz parte do Programa de Incentivo à Atividade Física do Unidos pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística e é coordenado pelo Biólogo e pai de fibra, Cristiano Silveira, completará 10 anos. Nesta primeira década, centenas de atletas integraram o time e participaram de corridas de rua, competições virtuais, nacionais e internacionais.

E o mais novo integrante da Equipe de Fibra é Kassiano Knack, de 19 anos e morador da cidade de Ibirubá, no Rio Grande do Sul. Ele foi diagnosticado com fibrose cística apenas aos seis anos de idade, mesmo apresentando vários dos principais sintomas da doença.

“Desde pequeno sempre tive problemas respiratórios, vivia com o nariz entupido e tinha pouco apetite. Quando completei seis anos a situação se complicou. Comecei a ter picos de febre e precisei ser internado em um hospital em Passo Fundo/RS. Foi lá que identificaram uma infecção no pulmão, que mesmo com o tratamento, não melhorou. Neste momento o pediatra começou a desconfiar que eu poderia ter fibrose cística e me encaminhou para o Hospital de Clínicas de Porto Alegre”, relembrou.

Quando nasceu, Kassiano realizou o Teste do Pezinho plus na rede particular, pois naquela época o teste oferecido pelo SUS no Rio Grande do Sul ainda não incluia a fibrose cística entre as doenças triadas. Mesmo fazendo o teste ampliado, ele teve resultado negativo para a doença. Foi um falso-negativo, situação que pode acontecer no exame.

“Mesmo com o teste negativo o pediatra seguiu investigando porque eu apresentava os sintomas da fibrose cística desde muito pequeno. Depois que fui para Porto Alegre tive um desvio grave de septo e precisei realizar uma cirurgia com urgência. No ano seguinte, por meio de um exame genético enviado para a Bélgica, foi identificada uma mutação diferente para a doença, o que confirmou o diagnóstico.”

Transplante

Após receber a confirmação, Kassiano e sua família conseguiram finalmente buscar e iniciar o tratamento adequado para a fibrose cística. Porém, mesmo com todos os cuidados, a condição de Kassiano piorou e ele precisou entrar para a fila de transplante em 29 de agosto de 2018, quando tinha 17 anos de idade. Após mais de um ano de espera, em 18 de fevereiro de 2020, aos 18 anos, ele realizou o procedimento.

“No ano em que entrei para a fila precisei ficar internado três vezes. Em 2017 usava oxigênio apenas para dormir, mas a partir de julho de 2018 comecei a utilizá-lo 24 horas por dia. Realizar o transplante e ter mais qualidade de vida se tornou um sonho e prometi para mim mesmo que faria tudo que fosse possível para ter mais saúde. Dessa forma, quando me chamassem, eu estaria em minha melhor condição física.”

E para alcançar esse objetivo Kassiano se dedicou muito. Desde o momento em que entrou para a fila de transplante passou a fazer uma hora de esteira todos os dias e um treino de musculação três vezes por semana. Apesar das dificuldades, ele afirma que não desistiu.

“Além de toda essa rotina de exercícios eu também me esforcei muito para seguir a risca todo o tratamento para a fibrose cística. Fazia três fisioterapias respiratórias por dia para me manter o mais saudável possível. Eu também precisava fazer as atividades escolares em casa e por isso não tinha muito tempo para lazer. Nesta época minha família me deu todo o apoio necessário e busquei sempre pensar em coisas boas e positivas. Foi dessa maneira que consegui me tranquilizar e ter a certeza de que o meu transplante seria um sucesso, que foi o que aconteceu. Em 04 de fevereiro de 2020 eu mudei para Porto Alegre/RS para aguardar o tão sonhado ‘SIM’ que chegou alguns dias depois.”

Pós-transplante

Próximo de completar um ano de transplante, Kassiano afirma que integrar a Equipe de Fibra mudou a sua forma de praticar atividades físicas e contribuiu para que tivesse ainda mais garra e dedicação na busca por seus objetivos.

“Em breve vou completar um ano de transplante e posso afirmar que praticar esportes é conquistar saúde. E foi com essa saúde que consegui encarar o transplante, fortalecendo não apenas o meu corpo, mas também a minha alma. A atividade física me deu coragem para encarar o transplante pulmonar de maneira mais leve, com um sentimento de esperança. Em muitos momentos o cansaço e o desânimo bateram na porta, mas não desanimei pois sabia que toda essa luta valeria a pena. E como valeu! Agora faço parte da Equipe de Fibra e sigo fazendo exercícios físicos regularmente, agora com muito mais energia. Sou muito grato ao Cristiano por ter me acolhido no time e por me ajudar tanto, me motivando todos os dias. A cada passo, a cada corrida, tenho mais convicção de que a fibrose cística é apenas parte do que eu sou e jamais será o limite do que eu posso ser”.

Kassiano participou do Desafio Virtual pela Doação de Órgãos em janeiro de 2021. Com o tempo de 26’39”, ele ficou em oitavo lugar na classificação geral, em primeiro lugar entre os transplantados de pulmão e em terceiro lugar entre todos os atletas transplantados que participaram da competição.

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Por Kamila Vintureli

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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