Depoimento | Ed. Física Liège Gautério

Categoria: Equipe de Fibra - Postador por: Instituto Unidos pela Vida - Data: 14 de agosto de 2014

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Nos encantaria imensamente saber mais da tua história. Começa te apresentando. De onde tu és?

Nasci em Santa Maria-RS. Tenho 41 anos. Sou educadora física, mas me formei em biologia e fonoaudiologia também.

Já praticava esportes antes do TX? Quais?

Sim, sempre pratiquei atividade física. Fiz ballet, ginástica,musculação,natação,street dance, atletismo…

Como surgiu teu interesse pelo exercício?

Surgiu a partir dos cinco anos, quando comecei o ballet. De lá pra cá, quase não parei.

Conta um pouco sobre o que te levou ao transplante e como foi essa trajetória. Conta um pouco também do teu pós-operatório e nos diz quanto tempo de transplante você tem.

Minha história começou em 2003 quando tive um pneumotórax espontâneo. Realizei uma cirurgia e, a partir daí, começaram as investigações. Meu diagnóstico foi fibrose pulmonar por hipersensibilidade, uma doença progressiva e sem tratamento. Convivi sem sintomas importantes da doença até 2009, quando meu fôlego para correr e subir escadas começou a diminuir. A coisa foi evoluindo até que no final de 2010 escovar os dentes passou a ser tarefa cansativa. Foi então que, em janeiro de 2011 comecei a reabilitação pulmonar na Santa Casa e iniciei o uso de O². Em abril dese mesmo ano entrei em lista e  cinco meses após, recebi o transplante. Em julho de 2011 me formei em Educação Física e fui de concentrador portátil. Meu pós-operatório foi super tranquilo. Fiquei dois dias na UTI e 18 dias após a cirurgia já estava em casa. Retornei ao trabalho três meses depois e às aulas de dança quatro meses depois. Em 29 de setembro faço meu 3° aniversário.

Como foi voltar a treinar depois disso?

Iniciei do zero. Respeitei bastante o ritmo do meu corpo e por ser formada em educação física montei um treino bem coerente para meu condicionamento no momento. Na medida em que ele ia respondendo ao treino, intensificava um pouco mais. Até que hoje treino normalmente e realizo tudo o que fazia antes da manifestação da doença.

Qual a tua rotina de treinamento/trabalho?

Treino todos os dias musculação, um dia na semana treinamento funcional e um dia da semana atletismo. Fazia ballet uma vez por semana, mas desde junho parei por falta de tempo. Trabalho em uma academia onde dou aulas de pilates, treinamento funcional e personal. À noite trabalho em uma escola estadual em função do meu cargo de professora de biologia, porém não estou em sala de aula e sim auxiliando a vice-direção. Na sala de aula a concentração de alunos é muito grande e nos períodos de inverno isso não é bom para meus pulmões.

Fala um pouco da olimpíada para transplantados da Argentina e das tuas metas pessoais.

WTG2015Fiquei sabendo dos Jogos Mundiais para Transplantados (World Transplant Games) e me interessei bastante. Na época de colégio sempre participava das olimpíadas escolares nas provas de 100m e 200m rasos e me saía bem. Entrei em contato com meu antigo treinador de atletismo e ele topou me treinar. Dei uma olhada nos últimos tempos feitos pelas participantes no mundial anterior e achei que não era algo impossível de alcançar até agosto do ano que vem quando acontecem os jogos em Mar del Plata. É claro que isso não é o mais importante. O que mais importa é a participação e a divulgação da nossa causa: a doação de órgãos.

Qual a tua mensagem para quem gostaria de começar ou recomeçar a treinar?

Sempre é tempo para começar desde que se tenha vontade e disciplina. Nosso corpo foi feito para trabalhar.

Entrevista exclusiva concedida à Cristiano Silveira, da Equipe de Fibra do Instituto Unidos pela Vida por e-mail.

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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