Verônica Stasiak Bednarczuk: 10 anos de diagnóstico, amor e conquistas

Categoria: Notícias - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 28 de setembro de 2019

Há exatos 10 anos a vida da Verônica Stasiak Bednarczuk de Oliveira mudou completamente. Nada na vida é por acaso, e o diagnóstico tardio para Fibrose Cística que recebeu quando tinha acabado de completar 23 anos teve um propósito que, uma década depois, provou que mudaria a vida não apenas da Verônica, mas de milhares de pessoas.

A Verônica completou 33 anos em 25 de setembro de 2019, o primeiro aniversário após realizar o sonho de ser mãe e ao lado da sua filha Helena. Mas esse momento tão esperado chegou após a superação de diversos obstáculos que ela venceu durante toda a vida. Situações que, para muitos de nós, poderiam ser motivo para desânimo e desistência, deram combustível para conquistas incríveis.

Receber o diagnóstico para Fibrose Cística. Fundar um Instituto. Ser a idealizadora e diretora geral da melhor ONG de pequeno porte do país. Tornar-se mãe. Grandes realizações, mas muito foi superado para que a Verônica chegasse até aqui. 

O diagnóstico tardio significou uma infância e adolescência repletas de problemas de saúde, inúmeras pneumonias por ano, a retirada de dois pedaços do pulmão direito, dezenas de internamentos e períodos na UTI. Mesmo com sua saúde confiada à muitos médicos e pneumologistas antes do seu diagnóstico, todas essas situações nunca foram relacionadas à Fibrose Cística. 

“Estava no hospital, em um novo internamento para tratar uma grave pancreatite. Neste internamento conheci um profissional que foi um verdadeiro anjo em minha vida. O Dr. Marlus Moreira, à quem devo todo meu respeito, admiração e gratidão, entrou no meu quarto de hospital e minha mãe começou a relatar toda a minha jornada hospitalar de 23 anos. Ele ouviu tudo atentamente e logo associou todos os problemas de saúde que me acompanharam durante a vida com uma doença: Fibrose Cística. Realizei o Teste do Suor, exame que confirmou o diagnóstico. O período que antecedeu esse momento sempre foi acompanhado de muitas dúvidas e incertezas, mas tudo isso foi substituído por esperança, possibilidade de recomeço e, principalmente, de reflexão: quantas pessoas no país devem estar vivendo sem diagnóstico correto como eu vivi até hoje?”, contou Verônica.

Sonhar é realizar!

Os seus sonhos trazem algum impacto real para a sua vida ou você apenas pesquisa o significado no Google para saber se é sorte no amor ou dinheiro chegando? No caso da Verônica, sonhar é realizar. Pouco tempo antes de receber o diagnóstico para Fibrose Cística, ela sonhou que estava em um campo verde junto com várias pessoas, embaixo de uma árvore e conversando sobre a importância que devemos dar ao ar que respiramos e o quão essencial é valorizá-lo todos os dias, não apenas quando não temos mais fôlego. Naquela noite, enquanto teve o sonho que traria um novo capítulo em sua vida, Verônica respirava com a ajuda de aparelhos há quase dois meses e não tinha previsão de voltar a respirar sozinha.

“Quando acordei anotei o sonho imediatamente. Minhas mãos estavam trêmulas por conta das altas doses de medicamento que precisava tomar e me esforcei ao máximo para registrar tudo o que consegui lembrar. A partir daquele momento, nascia o projeto “Respirando com Amor”, que tinha como propósito reunir pessoas com problemas respiratórios para compartilhar suas dificuldades e vitórias. Somei esse projeto com a minha formação em Psicologia e experiência profissional e ele se transformou em “Unidos pela Vida”, para que pudéssemos nos unir à tantas vidas que precisavam desta informação, que deveriam saber o que é a Fibrose Cística e como buscar ajuda para ter mais saúde e qualidade de vida”, relembrou Verônica.

O Unidos pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística completará 8 anos em novembro de 2019. Em 2018, esteve na lista das 100 Melhores ONGs do Brasil e, dentre todas elas, recebeu o prêmio de Melhor ONG de Pequeno Porte do país, atuando em programas de incentivo à atividade física, comunicação e suporte, desenvolvimento organizacional, educação e pesquisa, advocacy e políticas públicas.

Atualmente, a Verônica concilia a maternidade com a direção geral do Instituto Unidos pela Vida, o tratamento para a Fibrose Cística, a prática de atividades físicas, o papel de esposa, filha, Psicóloga, atuação no Grupo Brasileiro de Estudos de Fibrose Cística e tantas outras atividades que realiza com maestria, com um sorriso no rosto e satisfação todos os dias. De fato, a Fibrose Cística é apenas parte do que a Verônica é, e está longe de ser o limite do que ela é e de tudo que ainda pode ser.

Por Kamila Vintureli

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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