Como a Vitamina D age em nosso organismo?

Categoria: Coluna Científica - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 24 de abril de 2019

A vitamina D, extremamente importante para quem tem Fibrose Cística, é um hormônio esteroide, cuja principal função consiste na regulação do equilíbrio do cálcio, formação e reabsorção óssea. A Vitamina D favorece a absorção do cálcio no intestino, sendo importante para fortalecer os ossos e os dentes, além de evitar diversas doenças como raquitismo, osteoporose, câncer, problemas cardíacos, diabetes e hipertensão.

A principal fonte da vitamina D é representada pela formação endógena (fisiológica) nos tecidos cutâneos após a exposição à radiação ultravioleta B, ou seja, quando tomamos sol. Uma fonte alternativa e menos eficaz de vitamina D é a dieta (ingestão através da alimentação), responsável por apenas 20% das necessidades corporais, mas que assume um papel de maior importância em idosos, pessoas institucionalizadas e habitantes de climas temperados.

A vitamina D se divide em duas categorias, que são: vitamina D2 (ergocalciferol) e vitamina D3 (colecalciferol). Ambas podem ser obtidas através da alimentação, no entanto somente a D3 é sintetizada a partir da exposição solar (figura 1).

A pele, quando exposta à radiação ultravioleta, tem seu precursor cutâneo da vitamina D, o 7-DESIDROCOLESTEROL (fig.1A) clivado fotoquimicamente originando a PRÉ-VITAMINA D3 (fig.1B). Essa pré-vitamina é termolábil, em um período de 48 horas, sofre um rearranjo molecular dependente da temperatura, o que resulta na formação da vitamina D3 (COLECALCIFEROL – fig.1C). No fígado, sofre hidroxilação, mediada por uma enzima citocromo P450, e, a etapa final da produção do hormônio é a hidroxilação adicional que acontece nas células do túbulo contorcido proximal no rim, originando o CALCITRIOL (fig.1D) forma biologicamente ativa (Marques et al., 2010).


Figura 1 – Síntese de produção de vitamina D.

Fonte: O autor (2019)

As necessidades de vitamina D são de 600 UI/dia para pessoas de 1-70 anos e de 800 UI/dia para pessoas acima de 70 anos, o que resulta em níveis plasmáticos acima de 20 ng/mL, desde que haja um nível mínimo de exposição ao sol. Os níveis plasmáticos de vitamina D são influenciados por diversos fatores, como a obesidade, exposição solar, atividade física, estado nutricional, pigmentação da pele e medicações. O uso de protetor solar de fator 30 diminui a produção de vitamina D em mais de 95% (Lichtenstein et al., 2013).

Quando se suplementa vitamina D, geralmente vem na forma de Colecalciferol, ou seja, não precisa dos raios UVB para sua produção, apenas necessitando ser metabolizada no fígado e rins para se tornar ativa.

Os alimentos ricos em vitamina D (Tabela 1) são especialmente de origem animal, como óleo de fígado de bacalhau, salmão cozido, ostras, ovos, entre outros.

TABELA 1 – Alimentos ricos em vitamina D e suas concentrações

Por: Vinícius Bednarczuk de Oliveira, farmacêutico, diretor científico do Instituto Unidos pela Vida, Pós Doutorando em Ciências Farmacêuticas (UFPR), Professor Universitário, Conselheiro do Conselho Regional de Farmácia do Paraná, Diretor da Catálise Consultoria Científica.

Revisão: Verônica Stasiak Bednarczuk de Oliveira, psicóloga, especialista em análise do comportamento, fundadora do Unidos pela Vida, membro do Grupo Brasileiro de Estudo em Fibrose Cística. Diagnosticada com FC aos 23 anos, tem hoje 32 anos e é mãe da Helena.

Referências:

DEKAs Plus Softgels. Callion Pharma. Bula de Remédio

Lichtenstein et al. Vitamina D: ações extraósseas e uso racional. Revista da Associação Médica Brasileira. v. 59, n° 5, p. 495-506, 2013.

Marques et al. A importância dos níveis de vitamina D nas doenças autoimunes. Revista Brasileira de Reumatologia. v. 50, n° 1, p. 67-80, 2010.

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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