Transplante: o SIM de uma família pode mudar a vida da Jade Monte-Mór

Categoria: Central de Conteúdo - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 26 de agosto de 2020

A doação de órgãos é um ato de amor e generosidade que pode salvar muitas vidas. A Jade Monte-Mór, assim como outras milhares de brasileiros, está na fila para o transplante pulmonar e aguardando ansiosamente pelo SIM de uma família para realizar o procedimento e ter sua vida renovada.

A Jade tem 23 anos e foi diagnosticada com Fibrose Cística em seus primeiros meses de vida. Assim que nasceu ela já realizou os testes para descobrir se tinha ou não a doença. A suspeita precoce aconteceu porque sua irmã, que na época tinha 6 anos, já havia sido diagnosticada com a doença.

“Quando era criança minha vida era normal, mas a Fibrose Cística sempre esteve presente, principalmente por conta da rotina de tratamento. Eu ia para a escola normalmente, fazia Educação Física, brincava, corria e adorava um pula pula. Falar sobre a doença nunca foi um problema para mim, então todos no meu colégio saibam e me ajudaram muito, principalmente quando precisava me ausentar por conta das internações. Por conta de uma bactéria sempre mantive uma rotina de idas para o hospital de 6 em 6 meses para fazer uso de antibióticos, mas nunca tive problemas durante os internamentos, eu até gostava, pois sabia que sairia de lá renovada e com mais saúde”, relembrou Jade.

Apesar de sempre seguir com a adesão ao tratamento na infância, a fase da adolescência foi muito difícil para a Jade. Foi neste momento que a fase “rebelde” chegou e ela deixou um pouco de lado os cuidados com a doença.

“A adolescência chegou e junto com ela um momento de total rebeldia. Com ela também veio a depressão, e com isso, tudo mudou. Deixei de tomar os medicamentos, não conseguia comer e vivia com dores de cabeças fortes. Foi quando iniciei o tratamento com Psicólogos, profissionais que foram fundamentais para a minha melhora e que devem sempre fazer parte da equipe de tratamento das pessoas com Fibrose Cística. Com esses cuidados, passei a aceitar melhor e entender porque a adesão era tão importante para a minha vida. Foi nesse momento que destravei todos os meus medos”, contou Jade.

A Fisioterapia Respiratória sempre foi uma etapa importante da rotina de tratamentos para a Fibrose Cística da Jade. Desde pequena, seguia o que era recomendado pelos profissionais e contou com a ajuda da sua família para aceitar os procedimentos com mais facilidade.

“A fisioterapia sempre foi algo presente na minha vida. Lembro de fazer desde pequena. Quando realizei uma técnica específica para o tratamento da doença e vi os resultados, foi algo encantador. Tudo sempre seguiu estabilizado, até que em janeiro de 2019 peguei Chikungunya e minha vida mudou do dia para a noite. Acordei em um domingo sem conseguir andar, com dores fortes nas pernas, nas juntas, com os pulsos inchados, meus pés não firmavam no chão. Dei entrada no hospital e fui diagnosticada com Chikungunya.  Me deram alta e falaram para voltar em 48 horas para monitorar as plaquetas. Ao voltar na terça-feira no hospital, minha saturação que sempre foi 98/99, estava simplesmente 88 e eu não tinha cansaço. Os médicos não entendiam. Precisei ficar fiquei 27 dias internada. Tive alta, porém, fiquei com sequelas. Minha saturação nunca mais foi a mesma, fiquei dependente de oxigênio e mesmo depois de 1 ano, ainda tenho muitas dores nos joelhos e costas”, relembrou Jade.

Por conta desse momento difícil, Jade precisou trancar a faculdade de Pedagogia, mas para não desanimar e seguir se atualizando e com um propósito, ela criou uma página no Instagram para divulgar a Fibrose Cística e ajudar outras pessoas.

“Meu objetivo com a página sempre foi ajudar e mostrar que o oxigênio não é um obstáculo  para minha felicidade. Ainda no final de 2019  tive mais uma internação complicada, na qual eu tive trombose por conta de um acesso profundo e que desencadeou uma embolia pulmonar, me fazendo ter quadros fortes de hemoptise. Mesmo com tudo isso, eu sou grata por tudo e todos que eu tenho comigo, e depois do Instagram no ar, eu ganhei uma grande família , conheci pessoas maravilhosas e que sempre irei carregar em meu coração. Por mais pesada que pareça nossa jornada, jamais podemos esquecer que Deus está conosco, não podemos perder a fé. Luto pelos meus sonhos e sigo realizando o tratamento. E para você que tem vontade de ser doador de órgãos, converse com sua família, pois 1 vida pode salvar 8! Seu sim, pode salvar vidas. E para todas as pessoas de fibra do Brasil, eu digo: nunca veja a Fibrose Cística como um problema, veja sempre como um desafio. Pois o problema te derruba, mas o desafio te levanta”, finalizou.

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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