Fatores associados à qualidade de vida em crianças e adolescentes com Fibrose Cística

Categoria: Central de Conteúdo - Postador por: Comunicação IUPV - Data: 03 de agosto de 2020

O presente estudo foi realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira e teve como principal objetivo verificar a associação entre qualidade de vida, capacidade funcional e estados clínico e nutricional em crianças e adolescentes diagnosticados com Fibrose Cística. 

Para alcançar esse objetivo, o método de pesquisa escolhido foi o estudo transversal, que incluiu pessoas com Fibrose Cística de 8 a 18 anos de idade. A qualidade de vida, a capacidade funcional, o estado nutricional e o estado clínico foram avaliados por meio do Questionário de Fibrose Cística; do teste de caminhada dos 6 minutos (TC6M) e da força de preensão manual (FPM); dos percentis de estatura para a idade e do índice de massa corporal (IMC) para a idade; e da prova de função respiratória, respectivamente. 

Para a análise dos dados, os pesquisadores utilizaram os testes de correlação de Pearson e de Spearman e a regressão logística. 

Resultados

Participaram do estudo 45 pessoas com Fibrose Cística com 13,4±0,5 anos, sendo 60% do sexo feminino, 60% colonizados por Pseudomonas aeruginosa e 57,8% apresentando pelo menos uma mutação F508del. 

Ao avaliar a percepção da qualidade de vida, o domínio peso alcançou os escores mais baixos e o digestório, os mais altos. Na prova de função pulmonar, o volume expiratório forçado do primeiro segundo médio foi 77,3±3,3%, e o TC6M e a FPM apresentaram valores na faixa de normalidade. 

Observou-se a associação da qualidade de vida com a capacidade funcional, o estado nutricional e o estado clínico das pessoas com Fibrose Cística. 

Com esses resultados, os pesquisadores concluíram que os participantes do estudo apresentaram boas condições clínicas e valores satisfatórios de capacidade funcional e qualidade de vida e  os achados reforçam que a avaliação da qualidade de vida pode ser importante para a prática clínica, no manejo do tratamento.

Clique aqui e confira o estudo na íntegra.

Autores: Dra. Nelbe Nesi Santana, Dra. Célia Regina Moutinho de Miranda Chaves, Dra. Christine Pereira Gonçalves, Dr. Saint Clair dos Santos Gomes Junior.

Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas.

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