Fibrose cística, transplante e mercado de trabalho – Por Lucas Rocha

Comunicação IUPV - 13/05/2022 07:25

Lucas Rocha tem fibrose cística e é transplantado pulmonar

Sabemos que a pessoa diagnosticada com fibrose cística, muitas vezes, tem uma grande dificuldade para trabalhar e estudar por conta da sua rotina de tratamento que envolve várias etapas, como uso de medicamentos, fisioterapia respiratória, prática regular de atividades físicas, entre outras. Quando ela entra para a fila de transplante, tem que “pausar” a sua vida para aguardar o procedimento e também por não conseguir trabalhar por conta da sua saúde frágil.

Depois disso, quando a pessoa com fibrose cística consegue realizar o transplante e passa do período pós-operatório e pela recuperação, é comum que ela tenha o seu benefício “indeferido” pelo INSS. Sendo assim, precisa voltar ao mercado de trabalho para manter o seu sustento. É neste momento, na tentativa de retomada, que as dificuldades aparecem e, junto com elas, os problemas relacionados à saúde mental. 

Eu tenho fibrose cística e realizei um transplante pulmonar. Ao viver essa realidade, penso que as empresas deveriam ter uma cota para transplantados de pelo menos 5%. Com isso, o Governo “entraria” no meio com acordos relacionados para firmar essa lei em conjunto, dando mais oportunidades para essas pessoas que buscam uma nova chance no mercado de trabalho.

Exemplo disso é o programa Jovem Aprendiz, em que o Governo isenta as empresas de algumas questões relacionadas à burocracia, visto que o Brasil é um dos países mais burocráticos do mundo. Penso que as empresas devem, junto ao Governo, ter uma cota para raros transplantados, já que é uma comunidade pouco vista e uma das menos respeitadas, no âmbito profissional e fora dele. Queremos ser mais vistos e receber olhares de normalidade, pois pessoas com fibrose cística transplantadas podem fazer tudo que quiserem, mesmo que em alguns momentos limitações apareçam. Somos capazes de conquistar tudo que sonhamos!

Quer fortalecer o trabalho realizado pelo Unidos pela Vida? Clique aqui e escolha a melhor forma de fazer uma doação.

Nota importante: As informações aqui contidas têm cunho estritamente educacional. Em hipótese alguma pretendem substituir a consulta médica, a realização de exames e/ou o tratamento médico. Em caso de dúvidas, fale com seu médico.

Fale conosco